Ministro volta atrás e diz que governo não pretende limitar internet fixa

Na noite da última quinta-feira, 12, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que a internet fixa brasileira deixaria de ser ilimitada até o fim do ano. Na manhã desta sexta-feira, 13, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) disse o contrário, e que o ministro havia cometido um equívoco.

Hoje, o mesmo Kassab voltou atrás e disse que o governo não pretende limitar a internet fixa dos brasileiros. Em nota divulgada à imprensa, o ministro afirmou que “não haverá mudanças no modelo atual de planos de banda larga fixa, reiterando seu compromisso em atender o interesse da população e do consumidor”.

Desde o ano passado, quando a polêmica em torno do limite na internet fixa gerou protestos por parte dos usuários, a Anatel e o ministério pareciam ter entrado em um acordo ao proibir que as operadoras mudassem os planos de banda larga dos clientes por tempo indeterminado. Segundo a última palavra das duas partes, nada muda, por enquanto.

A história até aqui

Todo esse desencontro de informações entre Kassab e a Anatel começou na quinta-feira. O site Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues, publicou uma entrevista com o ministro em que ele diz que as operadoras deveriam oferecer um serviço “o mais elástico possível”.

A ideia, segundo ele, era que as empresas pudessem vender pacotes limitados e também ilimitados, e que a mudança tivesse efeito a partir do segundo semestre de 2017. Kassab garantiu que “o governo vai estar sempre ao lado do usuário”. Fernando Rodrigues, então, fez a observação: “Mas haverá uma redução”, ao que Kassab respondeu: “Sim, mas vai estar sempre ao lado do usuário”.

Nesta sexta-feira, em entrevista ao G1, Juarez Quadros, atual presidente da Anatel, contrariou as declarações de Kassab. “Não há, por parte do Ministério e também da Anatel, nenhuma intenção de reabrir a questão”, afirmou ele, acrescentando: “Conversei com o ministro Kassab e ele reconheceu que cometeu um equívoco”.

Fonte: Olhar Digital.

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